quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O CACHORRO E A PESQUISA

Desde os primórdios de período neolítico, há cerca de 9.000 anos, o cachorro(Canis familiaris) vem fazendo companhia ao homem, como amigo fiel e dedicado, justificando o adágio popular, conforme o qual, mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro. Ao longo desse prolongado período, o homem desenvolveu mais de 400 raças, empregadas para as mais diversas finalidades. Inicialmente utilizou o cão na caça e na proteção dos rebanhos. Com o decorrer dos tempos, amestrou-o para os mais diversos serviços, tais como, a guarda e defesa do lar; a localização e salvamento de vítimas soterradas sob avalanches de neves ou escombros de desabamentos; guia de cegos e deficientes físicos; identificação de traficantes em aeroportos e outros pontos de circulação de objetos interditados; locomoção de trenós sobre o gelo; performances circenses e campeonatos. O comércio de alimentos, vacinas, remédios e utensílios para cães vem movimentando cifras colossais.
Observação atenta do modo como o caçador sertanejo emprega o cachorro nas caçadas pode revelar-se de extrema utilidade para o educador interessado em comportar-se bem no tocante a orientação de seus discípulos para a pesquisa. O caçador experimentado não mantém o cachorro na coleira ou mordaça. Confia sem hesitações no poderoso olfato do animal, limitando-se em colocar-lhe o proeminente focinho sobre o rastro da caça e acompanhar-lhe os movimentos. Se aceitasse a falsa premissa de que o cachorro fosse incapaz de pesquisar e descobrir a presa, o sertanejo iria caçar sozinho. As pesquisas escolares talvez fossem mais relevantes, originais e criativas se os orientadores tratassem os orientandos pelo menos como o caçador trata os cães da matilha que lhe pertence. Educadores retirassem dos educandos as mordaças do autoritarismo, as coleiras do convencionalismo estéril.

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